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Por que somos mais compreensivos com os outros do que conosco?
Quando alguém de quem gostamos atravessa um momento difícil, geralmente conseguimos enxergar aquela pessoa para além do que aconteceu. Se um amigo comete um erro, podemos reconhecer sua responsabilidade sem concluir que ele é um fracasso. Se está inseguro, lembramos de suas qualidades. Se algo não sai como esperava, somos capazes de considerar o contexto, as dificuldades e até dizer que ele não precisa resolver tudo imediatamente. Curiosamente, essa compreensão nem sempre apa
há 23 horas5 min de leitura


Autocompaixão não é passar a mão na própria cabeça
Quando ouvimos falar em autocompaixão, é comum surgir uma interpretação equivocada: a ideia de que tratar a si mesmo com compreensão significa aliviar responsabilidades, justificar erros ou encontrar desculpas para não mudar. Como se precisássemos escolher entre duas possibilidades: sermos exigentes conosco para crescer ou sermos gentis conosco e correr o risco de nos acomodar. Mas autocompaixão e responsabilidade não são opostas. Podemos reconhecer um erro, compreender suas
há 2 dias5 min de leitura


Acolher não é se conformar: como podemos lidar com emoções difíceis sem lutar contra elas?
Quando uma emoção desconfortável aparece, nossa primeira reação costuma ser querer que ela vá embora. Tentamos afastar a tristeza, controlar a ansiedade, conter a raiva ou encontrar rapidamente uma explicação para o medo. Existe uma expectativa de que estar emocionalmente bem significa sentir menos aquilo que consideramos desagradável. Mas emoções difíceis fazem parte da experiência humana. Não conseguimos determinar tudo o que vamos sentir, nem impedir que determinadas situa
2 de set.5 min de leitura


A dificuldade de não saber: por que a incerteza nos incomoda tanto?
Não saber o que vai acontecer pode ser profundamente desconfortável. Esperamos uma resposta, precisamos tomar uma decisão, percebemos uma mudança no comportamento de alguém ou atravessamos uma fase em que ainda não sabemos qual caminho seguir. Diante da ausência de respostas, a mente começa a trabalhar: cria hipóteses, revisita acontecimentos, antecipa possibilidades e tenta encontrar alguma explicação que diminua a sensação de incerteza. Esse movimento não é necessariamente
1 de set.5 min de leitura


Mindfulness e psicoterapia: onde elas se encontram e onde seguem caminhos diferentes?
Nas últimas décadas, mindfulness passou a ocupar um espaço cada vez maior no campo da saúde mental. Práticas de atenção plena foram incorporadas a diferentes abordagens terapêuticas e se popularizaram como recursos para lidar com ansiedade, estresse, pensamentos recorrentes e dificuldades emocionais. Essa aproximação trouxe contribuições importantes, mas também favoreceu uma confusão: mindfulness e psicoterapia passaram, algumas vezes, a ser apresentados como se fossem difere
31 de ago.5 min de leitura


Pensamento não é fato: por que acreditamos tão facilmente no que a mente nos diz?
Uma mensagem não respondida pode rapidamente se transformar na certeza de que alguém está chateado conosco. Uma expressão diferente no rosto de outra pessoa pode parecer sinal de desaprovação. Um erro pode alimentar a conclusão de que não somos suficientemente capazes. Uma preocupação pode se transformar na convicção de que alguma coisa ruim acontecerá. Em situações como essas, existe algo interessante acontecendo: partimos de uma experiência real, mas acrescentamos a ela int
30 de ago.5 min de leitura


A astúcia do ego-mente: quando as histórias que contamos sobre nós mesmos começam a nos controlar
Quem é você? À primeira vista, essa parece uma pergunta simples. Podemos responder falando sobre nosso nome, profissão, idade, relações, preferências ou características pessoais. Podemos dizer “sou tranquilo”, “sou ansioso”, “sou independente”, “sou inseguro” ou “sempre fui assim”. Aos poucos, reunimos experiências, pensamentos, memórias e emoções e construímos uma narrativa relativamente coerente sobre aquilo que chamamos de “eu”. Essa construção tem uma função importante. P
29 de ago.4 min de leitura


Por que temos tanta dificuldade de viver o presente?
Estamos fisicamente em um lugar enquanto, mentalmente, podemos estar em muitos outros. Durante uma conversa, pensamos no compromisso seguinte. No trabalho, lembramos de algo que aconteceu pela manhã. Quando finalmente temos um momento de descanso, começamos a organizar mentalmente o dia seguinte. E até em experiências que desejamos por muito tempo, como uma viagem ou um encontro especial, podemos perceber a mente ocupada com aquilo que ainda acontecerá. Essa tendência de tran
28 de ago.4 min de leitura


Entre sentir e agir existe um espaço: por que não precisamos reagir a todas as emoções
Sentimos alguma coisa e, quase imediatamente, surge a vontade de fazer algo a respeito. A raiva aparece e queremos responder. O medo surge e pensamos em recuar. A ansiedade chega e sentimos a necessidade de resolver rapidamente aquilo que está causando desconforto. Muitas vezes, emoção e reação acontecem tão próximas uma da outra que parecem fazer parte de um único movimento. Mas sentir não significa necessariamente precisar agir. Entre aquilo que acontece dentro de nós e aqu
27 de ago.4 min de leitura


Você é aquilo que pensa? A diferença entre ter um pensamento e se identificar com ele
Ao longo da vida, construímos muitas definições sobre quem somos. Dizemos “eu sou ansioso”, “eu sou inseguro”, “eu sou impaciente”, “eu sou assim mesmo”. Essas frases parecem apenas maneiras de nos descrever, mas podem revelar algo mais profundo: a facilidade com que transformamos experiências, pensamentos e estados emocionais em partes fixas da nossa identidade. Sentir ansiedade, por exemplo, é uma experiência. Definir-se como uma pessoa ansiosa é outra coisa. Na primeira si
25 de ago.4 min de leitura


Impermanência: por que aceitar que tudo muda pode diminuir o sofrimento
Existe uma contradição presente em boa parte da nossa experiência: sabemos que a vida muda o tempo inteiro, mas frequentemente vivemos como se aquilo que temos, sentimos e conhecemos devesse permanecer exatamente como está. Queremos prolongar momentos agradáveis, conservar relações da maneira como as conhecemos, manter conquistas, preservar certezas e evitar mudanças que ameacem aquilo que nos oferece segurança. Quando alguma dessas coisas se transforma, podemos sentir frustr
24 de ago.4 min de leitura


Nem tudo o que você pensa é verdade: como nossa mente constrói a realidade
Você já percebeu como um pensamento pode mudar completamente a maneira como vivemos uma situação? Uma mensagem que demora a ser respondida pode rapidamente se transformar em “essa pessoa está chateada comigo”. Um erro no trabalho pode alimentar a ideia de “não sou competente”. Uma preocupação com o futuro pode ganhar tanta força que começamos a reagir emocionalmente a algo que sequer aconteceu. Em todos esses casos, existe uma diferença importante entre o acontecimento e aqui
23 de ago.4 min de leitura


O mito do autoaperfeiçoamento e o alívio de desembrulhar quem você é
Você nasceu assumindo que é um "eu", um corpo individual com uma mente exclusiva, um pacote completo e indissociável. Essa certeza parece tão natural e universal quanto o azul do céu ou a gravidade que te mantém firme no chão. É confortável acreditar que, dentro dessa embalagem cotidiana, existe uma essência sólida, protegida por fitas, laços e uma caixa de papelão que você chama de identidade. Guiado por essa lógica, você consome manuais de instrução para a mente. Frequenta
22 de ago.2 min de leitura


Você não precisa fugir da sua vida para encontrar o silêncio
É comum acreditar que a busca pelo silêncio interno exige que você se isole do mundo. Diante dos dias tumultuados, das decepções e das perdas, a mente tenta criar a ilusão de que a paz só existe no topo de uma montanha distante, longe dos problemas cotidianos. Mas a verdadeira sabedoria budista aponta para o oposto. Ela não te convida a praticar uma fuga espiritual para ignorar as suas responsabilidades ou anestesiar as suas dores. O segredo está em aprender a participar ativ
21 de ago.2 min de leitura


Quem é você quando a sua mente silencia?
É comum passar a vida inteira acreditando em uma versão que você inventou de si mesmo. Um roubo de identidade silencioso aconteceu dentro da sua própria cabeça e o culpado é o ego, essa voz insistente que comanda os seus pensamentos. A mente é tão rápida que gera um fluxo contínuo de histórias e faz você aceitar, sem questionar, que esse barulho todo é quem você é. A verdade é que esse "eu" que você tanto defende não tem substância real. Ele é apenas um amontoado de memórias,
19 de ago.2 min de leitura


Você não é a voz que te critica: o alívio de largar o microfone
Se não existe um "eu" fixo no comando, o que sobra? À primeira vista, a ideia de não ter um eu sólido parece um absurdo. Afinal, fomos educados a acreditar que a voz que nos acompanha 24 horas por dia, comentando cada passo que damos, é quem nós somos de verdade. Essa voz funciona como um crítico de plantão. Ela nos diz o que deveríamos estar pensando ou sentindo, nos rotula como insuficientes ou melhores do que os outros e distribui julgamentos silenciosos o tempo todo. Fomo
17 de ago.2 min de leitura


O que acontece quando você deixa de ser o que sua mente te aprisiona
Há muito tempo, sem perceber, nós assumimos um compromisso permanente que nos aprisionam. Entramos em um casamento silencioso com o nosso próprio ego, aceitando aquela narrativa que a mente repete todos os dias sobre quem nós somos, com todas as nossas falhas, cobranças e rótulos. Ninguém nos perguntou se aceitávamos essa união, muito menos se queríamos um pacto do tipo "até que a morte nos separe". Apenas acordamos um dia e percebemos que a nossa identidade estava completame
15 de ago.1 min de leitura


O silêncio que mora por trás dos pensamentos
Existe uma voz que nos acompanha o dia todo. Ela comenta o que fazemos, revive o que já passou e tenta adivinhar o que vem depois. Com o tempo, nos acostumamos tanto com esse fluxo de palavras que passamos a acreditar que nós somos esse barulho. A mente, de um jeito muito sutil, constrói um personagem e nos convence de que ele é a nossa única identidade. O Budismo nos convida a dar um passo atrás e observar esse movimento com calma. Se olharmos bem de perto para essa voz que
13 de ago.2 min de leitura


O despertar no caos: quando o retorno a si mesmo silencia a inquietação do mundo
O mundo lá fora corre com a velocidade de uma tempestade. São notificações que piscam, demandas que se acumulam, vozes que clamam por nossa atenção a cada segundo. Se olharmos de perto, o lado de fora parece um carrossel em rotação frenética. Mas o verdadeiro redemoinho não está nas ruas; está no lado de dentro. Nossa mente, tantas vezes agitada e inquieta, funciona como um espelho que reflete e amplifica esse caos. Quando o barulho do mundo se encontra com a pressa da nossa
12 de ago.3 min de leitura


Vaga no Shopping
Sou dado a fantasias. Construo monstros invisíveis dentro de minha mente. Vou para lugares que nunca pensei existir. Histórias e mais histórias ganham dimensões inimagináveis. Basta algo passar por perto. Aí vou para mundo paralisante. Fico dentro de enredo que pode sufocar. Pensei em mudar essa realidade interior. Talvez sejam reminiscências de complexos escondidos. Antigamente me assustavam. Acho que escondiam as fantasias mirabolantes. Pensei tomar atitude. A lógica da vid
18 de mai.3 min de leitura
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