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Por que somos mais compreensivos com os outros do que conosco?
Quando alguém de quem gostamos atravessa um momento difícil, geralmente conseguimos enxergar aquela pessoa para além do que aconteceu. Se um amigo comete um erro, podemos reconhecer sua responsabilidade sem concluir que ele é um fracasso. Se está inseguro, lembramos de suas qualidades. Se algo não sai como esperava, somos capazes de considerar o contexto, as dificuldades e até dizer que ele não precisa resolver tudo imediatamente. Curiosamente, essa compreensão nem sempre apa
Frederico Cesário
há 12 horas5 min de leitura


Autocompaixão não é passar a mão na própria cabeça
Quando ouvimos falar em autocompaixão, é comum surgir uma interpretação equivocada: a ideia de que tratar a si mesmo com compreensão significa aliviar responsabilidades, justificar erros ou encontrar desculpas para não mudar. Como se precisássemos escolher entre duas possibilidades: sermos exigentes conosco para crescer ou sermos gentis conosco e correr o risco de nos acomodar. Mas autocompaixão e responsabilidade não são opostas. Podemos reconhecer um erro, compreender suas
Frederico Cesário
há 1 dia5 min de leitura


Acolher não é se conformar: como podemos lidar com emoções difíceis sem lutar contra elas?
Quando uma emoção desconfortável aparece, nossa primeira reação costuma ser querer que ela vá embora. Tentamos afastar a tristeza, controlar a ansiedade, conter a raiva ou encontrar rapidamente uma explicação para o medo. Existe uma expectativa de que estar emocionalmente bem significa sentir menos aquilo que consideramos desagradável. Mas emoções difíceis fazem parte da experiência humana. Não conseguimos determinar tudo o que vamos sentir, nem impedir que determinadas situa
Frederico Cesário
2 de set.5 min de leitura


A dificuldade de não saber: por que a incerteza nos incomoda tanto?
Não saber o que vai acontecer pode ser profundamente desconfortável. Esperamos uma resposta, precisamos tomar uma decisão, percebemos uma mudança no comportamento de alguém ou atravessamos uma fase em que ainda não sabemos qual caminho seguir. Diante da ausência de respostas, a mente começa a trabalhar: cria hipóteses, revisita acontecimentos, antecipa possibilidades e tenta encontrar alguma explicação que diminua a sensação de incerteza. Esse movimento não é necessariamente
Frederico Cesário
1 de set.5 min de leitura


Mindfulness e psicoterapia: onde elas se encontram e onde seguem caminhos diferentes?
Nas últimas décadas, mindfulness passou a ocupar um espaço cada vez maior no campo da saúde mental. Práticas de atenção plena foram incorporadas a diferentes abordagens terapêuticas e se popularizaram como recursos para lidar com ansiedade, estresse, pensamentos recorrentes e dificuldades emocionais. Essa aproximação trouxe contribuições importantes, mas também favoreceu uma confusão: mindfulness e psicoterapia passaram, algumas vezes, a ser apresentados como se fossem difere
Frederico Cesário
31 de ago.5 min de leitura


Pensamento não é fato: por que acreditamos tão facilmente no que a mente nos diz?
Uma mensagem não respondida pode rapidamente se transformar na certeza de que alguém está chateado conosco. Uma expressão diferente no rosto de outra pessoa pode parecer sinal de desaprovação. Um erro pode alimentar a conclusão de que não somos suficientemente capazes. Uma preocupação pode se transformar na convicção de que alguma coisa ruim acontecerá. Em situações como essas, existe algo interessante acontecendo: partimos de uma experiência real, mas acrescentamos a ela int
Frederico Cesário
30 de ago.5 min de leitura


A astúcia do ego-mente: quando as histórias que contamos sobre nós mesmos começam a nos controlar
Quem é você? À primeira vista, essa parece uma pergunta simples. Podemos responder falando sobre nosso nome, profissão, idade, relações, preferências ou características pessoais. Podemos dizer “sou tranquilo”, “sou ansioso”, “sou independente”, “sou inseguro” ou “sempre fui assim”. Aos poucos, reunimos experiências, pensamentos, memórias e emoções e construímos uma narrativa relativamente coerente sobre aquilo que chamamos de “eu”. Essa construção tem uma função importante. P
Frederico Cesário
29 de ago.4 min de leitura


Por que temos tanta dificuldade de viver o presente?
Estamos fisicamente em um lugar enquanto, mentalmente, podemos estar em muitos outros. Durante uma conversa, pensamos no compromisso seguinte. No trabalho, lembramos de algo que aconteceu pela manhã. Quando finalmente temos um momento de descanso, começamos a organizar mentalmente o dia seguinte. E até em experiências que desejamos por muito tempo, como uma viagem ou um encontro especial, podemos perceber a mente ocupada com aquilo que ainda acontecerá. Essa tendência de tran
Frederico Cesário
28 de ago.4 min de leitura


Entre sentir e agir existe um espaço: por que não precisamos reagir a todas as emoções
Sentimos alguma coisa e, quase imediatamente, surge a vontade de fazer algo a respeito. A raiva aparece e queremos responder. O medo surge e pensamos em recuar. A ansiedade chega e sentimos a necessidade de resolver rapidamente aquilo que está causando desconforto. Muitas vezes, emoção e reação acontecem tão próximas uma da outra que parecem fazer parte de um único movimento. Mas sentir não significa necessariamente precisar agir. Entre aquilo que acontece dentro de nós e aqu
Frederico Cesário
27 de ago.4 min de leitura


Você é aquilo que pensa? A diferença entre ter um pensamento e se identificar com ele
Ao longo da vida, construímos muitas definições sobre quem somos. Dizemos “eu sou ansioso”, “eu sou inseguro”, “eu sou impaciente”, “eu sou assim mesmo”. Essas frases parecem apenas maneiras de nos descrever, mas podem revelar algo mais profundo: a facilidade com que transformamos experiências, pensamentos e estados emocionais em partes fixas da nossa identidade. Sentir ansiedade, por exemplo, é uma experiência. Definir-se como uma pessoa ansiosa é outra coisa. Na primeira si
Frederico Cesário
25 de ago.4 min de leitura
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