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O que acontece quando você deixa de ser o que sua mente te aprisiona

Frederico Cesário
15 de ago.
1 min de leitura

Há muito tempo, sem perceber, nós assumimos um compromisso permanente que nos aprisionam. Entramos em um casamento silencioso com o nosso próprio ego, aceitando aquela narrativa que a mente repete todos os dias sobre quem nós somos, com todas as nossas falhas, cobranças e rótulos.

Ninguém nos perguntou se aceitávamos essa união, muito menos se queríamos um pacto do tipo "até que a morte nos separe". Apenas acordamos um dia e percebemos que a nossa identidade estava completamente amarrada às histórias e medos que a cabeça conta.

Mas, se pararmos por um instante para avaliar essa relação, vale a pena se perguntar: essa parceria tem sido saudável? Se você pudesse escolher hoje, escolheria carregar esse mesmo peso?

Se a resposta for não, o Budismo traz uma notícia acolhedora: nós não somos obrigados a continuar vivendo assim.

O divórcio consciente

Desatar esse nó não significa que precisamos desligar os nossos pensamentos, até porque nós nem conseguiríamos fazer isso. O caminho sutil não é lutar contra a mente ou tentar silenciá-la à força, mas sim mudar a forma como reagimos a ela. É aprender a ouvir a voz do pensamento sem ser refém do que ela diz.

Quando compreendemos que não temos nenhuma obrigação de ser o personagem que a nossa mente criou, algo muda de lugar. Começamos a experimentar o que os ensinamentos budistas chamam de liberdade. Descobrimos, aos poucos, que existe uma vida muito mais leve além do falatório mental.

Deixamos de aceitar de forma submissa uma história rígida sobre nós mesmos para nos tornarmos algo muito maior e mais livre.

 
 
 

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